quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Animais também podem ter um companheiro no mesmo sexo?

Os seres humanos não são os únicos que fazem sexo por prazer, outros animais também o fazem. A ideia de que outras espécies só acasalam com fins reprodutivos, já caiu por terra. O melhor exemplo de animais que praticam sexo “recreativo” no mundo selvagem, talvez sejam os chimpanzés-pigmeus e certas espécies de golfinhos. Assim como essa prática, a homossexualidade não é exclusivo dos seres humanos, e portanto, outras espécies de animais o praticam também.

Homossexualidade, também chamado de homossexualismo, refere-se à característica ou qualidade de um ser (humano ou não) que sente atração física, estética e/ou emocional por outro ser do mesmo sexo. Uma pesquisa feita em 1999, mostra que o comportamento homossexual foi observado em 1.500 espécies de animais, estudando desde primatas à vermes. Surpreendentemente, alguns animais formaram casais homossexuais que passam a vida toda juntos, chegando ao ponto de assumir e criar filhotes abandonados por casais heterossexuais.

Foram listados sete animais que já tiveram comportamentos homossexuais documentados e que, ao contrário dos seres humanos, não tem nenhum problema social com a prática.

Girafa: machos ignoram fêmeas

Em comunidade de girafas de maioria masculina, as fêmeas disponíveis podem ser ignoradas. Em certas comunidades, o comportamento homossexual muitas vezes é maior que o comportamento heterossexual.

Leões: abandonam fêmeas para conviver com machos

Uma certa porcentagem de leões abandonam suas fêmeas para formarem suas próprias reuniões com o mesmo sexo. Os leões possuem o maior impulso sexual entre os felinos, sendo assim, os encontros sexuais entre machos são frequentes.

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No caso dos leões,  os machos abandonam suas fêmeas para se juntarem a outros machos.  O comportamento homossexual entre girafas macho pode ser, em algumas comunidades, até mais comum que o comportamento heterossexual. Fotos: Reprodução/moskva/animalplanet

Elefantes: relações homossexuais duram anos

Nessas relações envolvem beijos, entrelaçamento de trombas, colocar tromba na boca do parceiro. Ao contrário das relações heterossexuais, que são sempre pouco duradoura, as relações homossexuais duram anos. Essa prática foi documentada tanto nos elefantes africanos quanto nos asiáticos. Elefantes asiáticos em cativeiro, chegam a ter 45% dos encontros sexuais com outros do mesmo sexo.

Carneiros: 8% dos machos formam pares com outros machos

Um estudo mostra que a porcentagem de carneiros que formam pares com outros machos e não voltam a ter contato com fêmeas, chega a 8%.


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Elefantes asiáticos em cativeiro, chegam a ter 45% dos encontros sexuais com outros do mesmo sexo. A porcentagem de carneiros homossexuais tem tirado o sono dos cientistas. Fotos: Reprodução/animalplanet


Chimpanzé-pigmeu (Bonobos) : comportamento bissexual aflorado

Eles estão entre os animais mais inteligentes do mundo. Vivem em sociedade matriarcal. O comportamento bissexual é muito presente na espécie. Cerca de 60% das atividades sexuais, ocorrem entre duas ou mais fêmeas. Infelizmente, essa espécie corre risco de extinção.

Libélula: 20% à 80% dos insetos machos tem interação com outros machos

E quem imaginaria que insetos podem assumir comportamento homosexual? Na verdade há uma extensa lista de insetos que foram observados praticando relação homossexual. Em libélulas, há uma taxa muito elevada, podendo variar entre 20% à 80% dos insetos machos.

Galo-da-serra: 40% dos machos se relacionam com outros machos

Não há dúvidas que esse pássaro seja exuberante, com uma cor laranja brilhante e com sua enorme crista chamativa. Apresentam uma das maiores taxas de relações homossexuais entre os machos, chegando a 40% dos indivíduos. Não foram observados esses comportamentos entre as fêmeas.

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20% à 80% das libélulas machos tem interação com outros machos. 40% dos machos de galo-da-serra se relacionam com outros machos. Fotos: Reprodução/faunadelvalle/portaldoanimal


Fonte: Diário de Biologia


quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Um mundo mais quente, árido e violento?

Uma análise de estudos sobre o impacto de eventos climáticos na sociedade identifica forte relação causal entre alterações no clima e conflitos humanos ao longo da história. Jean Remy Guimarães discute o tema à luz do aquecimento global já em curso.

Um mundo mais quente, árido e violento?
Estudos sugerem que o aumento da temperatura da Terra levará ao maior número de conflitos sociais. (imagem: sundeip arora/ Scx.hu)

A relação entre calor e violência já foi explorada em diversas obras de ficção, como nos filmes Faça a coisa certa, de Spike Lee, Um dia de fúria, de Joel Schumacher, Rio 40 graus, de Nelson Pereira dos Santos, e o romance O estrangeiro, de Albert Camus, para citar apenas alguns.

Não se faça de desentendido. Você também é parte desse enredo: atire a primeira pedra se nunca teve impulsos homicidas no auge de um engarrafamento infernal, no ápice de um verão tórrido, em um veículo sem ar condicionado.

Então, já que o planeta caminha para um futuro cada vez mais quente e árido, este será também um futuro mais violento? O bom senso sugere que sim. Todos sabemos que o calor irrita e que o calor sem água enlouquece.  Resta saber de que somos capazes quando irritados ou enlouquecidos. Calma, foi só uma hipótese...

Mas o fato é que essa relação vem sendo pesquisada por muitos autores, há alguns anos. Previsivelmente, os resultados são contraditórios e muito discutidos. Por isso mesmo o prof. Solomon M. Hsiang e seus colegas das universidades de Princeton, Berkeley e Cambridge resolveram radicalizar e abarcar eventos dos últimos 10.000 anos em cinco continentes, em uma espécie de meta-análise de 60 trabalhos que consideraram mais rigorosos e/ou completos, publicados em 26 revistas, por cerca de 200 pesquisadores e tratando de 45 conflitos.

Há uma forte relação causal entre eventos climáticos e conflitos humanos, em diferentes escalas temporais e espaciais e em todas as regiões do globo
O trabalho foi publicado este mês na Science e mostra que, submetida a um tratamento estatístico padronizado, essa massa de dados fala: há uma forte relação causal entre eventos climáticos e conflitos humanos, em diferentes escalas temporais e espaciais e em todas as regiões do globo.

Antes que você saia para comprar um soco inglês ou um AK-47, cabe lembrar que o termo conflito, nesse caso, vai desde o uso intempestivo de buzinas no Arizona quando o calor aperta, passa pelo aumento da pancadaria em torneios esportivos e vai até o colapso de civilizações inteiras, como os maias na América Central, os tiawanakus nos Andes e o reino Khmer de Angkor, no Camboja. Tudo bem, pode ir comprar seus brinquedinhos.

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Chichén Itzá, localizada no estado mexicano de Iucatã, funcionou como centro político e econômico da civilização maia. Estudos recentes relacionam mudanças climáticas ao fim dessa civilização. (foto: Leonardo Cânon/ Flickr – CC BY-NC-ND 2.0)

Condutas polêmicas
Os autores evitam sugerir que o clima seja a única ou principal causa de conflitos, mas afirmam que variações importantes do mesmo podem ter efeito importante no surgimento de conflitos em diversos contextos. Chegam a especular que até meados do século 21 o risco de guerra civil poderia aumentar em até 50% em muitos países.

Naturalmente, há céticos que lembram que uma correlação estatística, sem teoria que explique a suposta relação causal, não significa nada.

Portanto, podemos seguir sem culpa usando eletricidade para aquecer água em um país esturricado pelo Sol o dia inteiro e emitindo carbono para não sair do lugar no cenário cada vez mais surreal da imobilidade urbana. No cenário da produção de energia nova e menos suja, sigamos construindo parques eólicos que não têm linha de transmissão para entregar sua produção e hidrelétricas com sistemas incompatíveis com a linha de transmissão, como as do Rio Madeira, já suficientemente polêmicas.

Pesados subsídios aos combustíveis fósseis e à produção de automóveis coexistem com a pesada carga tributária sobre cadeias produtivas ambientalmente corretas. A queda nas emissões de carbono, graças à redução do desmatamento, foi engolida pelo aumento de emissão pelas termelétricas, acionadas para socorrer as hidrelétricas de reservatórios minguados pelas chuvas preguiçosas.

Pensando bem, até que um susto pluviométrico pode ser instrutivo e útil. Mas também sai caro e contribui para futuros sustos de mesma índole
O nó no trânsito devido à opção pelo transporte individual, ele próprio tolhido pelo caos dos ônibus, explorados por consórcios sem fé nem lei, deu no que deu: o país desceu às ruas, que já não estavam fluindo mesmo.

Mas, ora, estamos no inverno e foi tudo por conta dos tais R$ 0,20, direis. Talvez, mas, como sempre, os acidentes e os conflitos são multifatoriais, e o clima aqui tem seu papel: com mais chuvas no lugar e hora certos, estaríamos melhor. Com uma gestão mais eficiente e integrada, também. Mas então talvez não teríamos descido às ruas e as planilhas das empresas de ônibus continuariam pertencendo ao mundo das lendas urbanas, muy urbanas.

Pensando bem, até que um susto pluviométrico pode ser instrutivo e útil. Mas também sai caro e contribui para futuros sustos de mesma índole. Teremos, portanto, novas oportunidades de abordar o assunto.

Ai, ai.


Fonte: Ciência Hoje On Line

Cera de ouvido de uma baleia serve como bioindicador

Testemunha da poluição
A cera de ouvido de uma baleia pode nos dizer muito sobre sua história de vida. Pesquisadores notaram que o material também serve como bioindicador da qualidade dos oceanos.

Testemunha da poluição
A baleia-azul (‘Balaenoptera musculus’) tem o tamanho de um Boeing 737 e seu coração é do tamanho de um carro. Ela pode pesar até 180 toneladas (mais que 25 elefantes juntos) e sua língua pesa 4 toneladas. (imagem: T. Bjornstad/ Wikimedia Commons)

Curiosa descoberta. Informações preciosas sobre a qualidade dos oceanos podem ser aferidas a partir de um indicador nada ortodoxo: a cera de ouvido de uma baleia. O material já vinha sendo bastante usado por biólogos e toxicologistas em diversas pesquisas ao longo dos últimos tempos.

“A cera tem sido usada há décadas para aferir a idade das baleias”, diz o biólogo Stephen Trumble, da Universidade de Baylor (EUA). Quanto mais camadas acumuladas na secreção, mais velho será o animal. O método, na verdade, lembra aquele usado por botânicos para medir a idade das árvores – com base nos anéis de crescimento, visíveis quando se faz um corte transversal em um tronco.

Em parceria com o químico Sascha Usenko, da mesma universidade, Trumble estudou uma baleia-azul (Balaenoptera musculus) que fora encontrada em uma praia da Califórnia em 2007. O animal, que tinha cerca de 12 anos, morrera em uma colisão com um navio. E seu corpo – incluindo a cera de ouvido – estava preservado no Museu de História Natural de Santa Bárbara (EUA).

Após ter acesso às amostras, a dupla de pesquisadores percebeu que, além de informações acerca da idade do animal, a cera de ouvido pode fornecer dados sobre as substâncias químicas às quais a baleia esteve exposta ao longo de sua vida. O método é interessante, mas as notícias não foram boas.


Mares contaminados
Na secreção analisada, foram encontrados vestígios de 16 pesticidas – prova inequívoca de que os oceanos estão cada vez mais poluídos. Encontraram até DDT – o perigoso inseticida já proibido em vários países. Além disso, os cientistas verificaram a presença de mercúrio acumulado na cera de ouvido da baleia-azul estudada.

Cera de ouvido de baleia-azul
Amostras de cera de ouvido da baleia-azul estudada pelos pesquisadores norte-americanos. No material foram encontrados vestígios de 16 pesticidas. (foto: Trumble et al, 2013. PNAS)

O estudo, publicado na PNAS, foi feito com uma única baleia. Portanto, cientistas ainda não têm um banco de dados sólidos com informações coletadas a partir desse método. No entanto, o grande mérito do trabalho parece ser a confirmação de que essa metodologia, de fato, é eficaz para se estudar a biologia das baleias e as pressões antrópicas a que nossos mares estão expostos.

“Foi uma metodologia muito eficaz para averiguar as substâncias químicas a que uma baleia é exposta durante todo o seu período de vida”, diz Trumble. “Pelos métodos tradicionais, teríamos de coletar amostras a cada seis meses, de um mesmo animal, ao longo de toda a sua vida; isso é praticamente impossível do ponto de vista logístico e econômico.”

Nossos oceanos estão cada vez mais poluídos. Com as chuvas, boa parte da poluição antrópica sobre os continentes pode acabar nos mares.

“Baleias são animais tão majestosos e impressionantes, e, quando poluímos os oceanos, nós as prejudicamos diretamente”, disse à CH On-line o toxicologista John Wise, da Universidade de Southern Maine (EUA). “Estudando a cera de ouvido das baleias poderemos descobrir novos caminhos para tornar os mares mais limpos e mais seguros para os animais.”


Ciência Hoje On-line

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Energia Alternativa

Escócia começa a construir maior usina de energia das marés do mundo



O condado de Caithness, no litoral nordeste da Escócia, está prestes a ganhar uma estrutura no fundo do mar que vai gerar energia suficiente para abastecer 175 mil casas. Trata-se da MeyGen, a maior usina de energia das marés do mundo, com potencial total de 400 MW, que começará a ser construída este mês.

Financiada pelo Fundo de Investimento em Energia Renovável do Reino Unido, a iniciativa faz parte de um programa de energia limpa que prevê que até 2050 os britânicos produzam 190 GW de energia renovável. Para a primeira parte do projeto, foram investidas 51 milhões de libras (aproximadamente 203,5 milhões de reais).

Quando estiver concluída, a obra terá 269 turbinas. A empresa responsável pela gestão do projeto, a australiana Atlantis Resources, estima que 61 turbinas fiquem prontas no ano que vem e as restantes em 2020. A previsão é que a usina já comece a gerar e a entregar energia em 2016, com potencial suficiente para abastecer 46 mil casas.

Aproximadamente 25% da energia que vem do mar na Europa provém das costas escocesas, estima o governo. Só a Escócia gera 30% de sua eletricidade a partir de fontes renováveis, graças, em grande parte, às hidrelétricas. No entanto, o MeyGen é considerado o primeiro projeto de energia das ondas em larga escala no mundo.

PRÓS E CONTRAS
Além de não ocupar muito espaço, essa fonte de energia não emite gases de efeito estufa quando em funcionamento e é renovável, uma vez que é resultado de campos gravitacionais do Sol e da lua, combinados à rotação da Terra em torno de seu eixo. Também é possível gerar energia com velocidades baixas, mesmo a 1 m/s, graças à densidade da água, mil vezes mais alta que a do ar.

No entanto, ainda existem poucos exemplos de usinas de energia das marés no mundo e não foram determinados todos os impactos ao meio ambiente. Acredita-se que, como as barragens de marés dependem da manipulação do nível dos oceanos, as usinas tenham efeitos ambientais semelhantes ao das hidrelétricas.

A construção das usinas também pode interromper a migração de peixes nos oceanos e as turbinas podem atrapalhar a circulação de grandes animais marinhos.

Outra desvantagem desse tipo de energia é o alto custo. Projeções apontam que a energia das marés será comercialmente rentável até 2020, com tecnologias melhores. Mas, para isso, é necessário mais investimento em pesquisa no setor.

Fonte: Planeta Sustentável

domingo, 9 de novembro de 2014

Animais e suas mães

O estudo da consciência dos animais é motivo de grandes debates. Será que os animais têm consciência? Será que eles percebem e entendem seu entorno?  Golfinhos, elefantes e alguns pássaros, são realmente  auto-conscientes, como alguns estudos apontam? Será que eles possuem um certo senso de si? Será que eles entendem a morte? 


Em 2012, na Birmânia, país Asiático, um bebê cachorro foi visto ao lado do corpo de sua mãe já em estado avançado de decomposição. A causa da morte é desconhecida, mas o fato é que a mamãe cadela já estava morta a vários dias e mesmo assim, o filhote não a abandonou. Um fotógrafo que passava pelo local, pôde registrar a cena e felizmente o bebê foi resgatado e levado para um mosteiro budista da região. A captura do filhote não foi fácil, ele tentava se esconder sob a carcaça da mãe cortando o coração do fotógrafo!

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Em 2014, funcionários de diferentes ONGs de proteção à vida selvagem ficaram sensibilizados quando encontraram um filhote de elefante que se recusava a se separar do corpo de sua mãe, morta, num território no Quênia, na África. O bebê que tinha apenas 5 meses, passou a noite deitado sobre o corpo da mãe e depois de várias tentativa de retirá-lo de lá, ele foi sedado para que o corpo da mãe fosse removido. O bebê foi levado para um orfanato de elefantes, ele já estava desidratado por estar muitas horas sem beber e comer nada.
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Em 2013, seres humanos com o coração de pedra envenenaram elefantes de uma manada que vivia no Santuário dos elefantes pigmeus da ilha de Bornéu, na Malásia. Dez adultos foram envenenados através da comida e um deles era uma mãe que ainda cuidava e amamentava seu bebê. A mamãe elefante não resistiu ao envenenamento e morreu. Quando os funcionários do parque encontraram o corpo da mamãe elefante, o bebê de apenas 3 meses, estava ao seu lado usando a tromba para tentar reanima-la. Os elefantes pigmeus estão ameaçados de extinção e, segundo a WWF (World Wildlife Fund ), existem menos de 1.500 destes elefantes no planeta.
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Em 2011 um tornado atingiu o estado do Alabama (EUA), ao todo mais de 250 pessoas morreram. Uma imagem de um cão conhecido como Alex ficou velando o corpo da mãe, Lexus, vítima do tornado. Somente após a retirada da mãe dos escombros é que Alex quis sair do local. Ele foi levado para um abrigo de animais em Tuscaloosa, onde 400 outros animais foram levados depois do tornado.
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Chequita, um bebê macaco, cuida de sua mãe Cassie, enquanto ela passa por uma cirurgia na mão no Melbourne Zoo, Austrália. Os veterinários acharam que causariam um trauma muito grande no bebê ao separá-lo da mãe para o procedimento cirúrgico, pois, assim como os bebês humanos, os bebês macacos ficam com a mãe 24 horas por dia e não sabem se cuidar sozinhos. Este caso felizmente teve um bom final: após se recuperar da anestesia, Cassie voltou a cuidar do bebê e tudo ficou bem.
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Fonte: Megacurioso

domingo, 2 de novembro de 2014

Ebola

A infecção pelo vírus ebola causa uma febre hemorrágica, uma das doenças virais mais perigosas, frequentemente fatal, com índice de mortalidade de 50 a 90% dos casos.
A Febre Hemorrágica Ebola - FHE, é uma doença infecciosa grave, porém muito rara.
O vírus ebola, considerado por muitos, o vírus mais perigoso que a humanidade conhece, é um filovírus de forma filamentosa que não possui classificação.

Ele recebeu essa denominação porque foi identificado pela primeira vez em 1976 na República Democrática do Kongo (antigo Zaire), perto do Rio Ebola.

Ebola
Agente causadorEbolavirus
Transmissão: contato direto com o sangue ou secreções de um indivíduo infectado.
Principais sintomas: febre alta, hemorragias.
Diagnóstico: análise do sangue.
Tratamento: nenhum.
Profilaxia: isolamento total dos infectados.

Transmissão
É transmitido pelo contato direto com o sangue, secreções ou semen de pessoas portadoras do vírus. Frequentemente, funcionários da saúde que mantém contato direto com doentes ou mortos, são infectados. Pelo sêmen a transmissão pode ocorrer até sete semanas após a recuperação clínica da doença.

As populações africanas são infectadas em alto número, devido à cultura das aldeias, onde as famílias tem o costume de lavar o corpo dos mortos de forma manual e com cuidado antes do enterro. Assim, o indivíduo morto pelo ébola, transmite o vírus a todos aqueles que tiverem contato com o corpo.

Por ser uma doença rara, foram registrados aproximadamente 1500 casos, desde 1976 até o final de 2013, dos quais cerca de mil resultaram em morte. No surto originado na Guiné, em dezembro de 2013, que acabou se tornando o maior surto de ebola de todos os tempos, mais de 8000 pessoas foram infectadas, resultando em mais de 4000 mortes. Em 2014, o vírus foi transmitido para pessoas na Espanha e Estados Unidos.

Sabe-se, atualmente que, o vírus ébola não é altamente infeccioso, como demonstra muita ficção circulada nos países ocidentais (por exemplo, no filme Epidemia [Outbreak, 1995], o vírus sofre uma mutação e passa a ser transmitido pelo ar — o que é quase impossível ocorrer). Por isso, é muito difícil ocorrer uma epidemia nos países ocidentais, pois a higiene bloqueia qualquer expansão de casos de transmissão do vírus de uma pessoa para outra.

Atenção: toda pessoa que tenha tido contato físico com pacientes ou mortos do ebola deve ser mantida sob rígida vigilância e ter a temperatura do corpo verificada pelo menos duas vezes ao dia, pois, se a temperatura ultrapassar 38,3° celsius, é necessária a hospitalização imediata e o isolamento total, para que não ocorra a disseminação do vírus. A observação de casos suspeitos deve continuar por três semanas após a data do último contato com infectados.

Sintomas
Inicialmente o vírus se multiplica nas células do fígado, baço, pulmão e tecido linfático, causando danos significativos e hemorragias. Os primeiros sintomas são: febre alta e repentina; dores musculares; dor de cabeça; conjuntivite (inflamação nos olhos), que neste caso resulta em cegueira; dor de garganta e fraqueza. Após alguns dias, surgem vômitos e diarréia (acompanhados ou não de sangue), erupções na pele, redução das funções do fígado e dos rins, pertubações cerebrais e alteração de comportamento. O estágio final da doença é percebido pelas intensas hemorragias internas e externas que não cessam porque o sangue não coagula. As fezes são geralmente pretas por causa de hemorragias gastrointestinais. Podem ocorrer sangramentos no nariz, ânus, boca, olhos, e em todos os orifícios da pele. A morte surge de uma a duas semanas após o inicio dos sintomas (ou até um mês após a infecção inicial). O vírus destrói o cérebro e a vítima geralmente tem convulsões epilépticas no estágio final da doença.

Este vírus é temido pelos humanos não apenas pela rapidez da evolução da doença, mas também pelo sofrimento do doente. Na maioria dos casos: a superfície da língua se desfaz; o revestimento da traquéia e da garganta se desmancha; hemorragias ocorrem no coração; o fígado inchado apodrece e se desfaz, assim como a medula; os rins deixam de funcionar fazendo com que a urina se misture com o sangue; a pessoa chega até a vomitar pedaços do intestino com sangue.

Diagnóstico
Pode ser feito pela observação direta do vírus em amostra sanguínea através do microscópio eletrônico ou por detecção de anticorpos. Estes testes requerem procedimentos de segurança biológica máxima.

Tratamento
Não há tratamento ou vacina eficaz . Os doentes devem ser postos em quarentena e os familiares impedidos de tocar no corpo dos falecidos.

Prevenção
Para que a doença não se torne uma epidemia, é necessário que os pacientes suspeitos sejam isolados, e os funcionários do hospital serem informados da doença e de sua transmissão, para que tenham o máximo de cuidado com aparelhos que entram em contato com fluidos corporais dos doentes e com o lixo hospitalar. Os funcionários devem usar luvas, vestimentas e máscaras individuais. Os pacientes mortos devem ser imediatamente enterrados ou cremados.

Fonte: InfoEscola

Exploração espacial

Um infográfico que mostra alguns avanços na exploração espacial. Informação e curiosidades. Chamo a atenção para a quantidade de lixo espacial, que não tem como "varrer" de lá.

http://noticias.uol.com.br/infograficos/ciencias/novas-fronteiras-exploracao-espacial/index.htm


sábado, 25 de outubro de 2014

Fumar maconha pode lhe dar doenças mentais como a esquizofrenia, afirma estudo com 20 anos de duração

Um estudo de 20 anos sobre os efeitos do uso da maconha a longo prazo demoliu o argumento de que a droga é segura.

Cannabis é altamente viciante, causa problemas de saúde mental e abre a porta para drogas pesadas, segundo o estudo.

O papel do professor Wayne Hall, um conselheiro de drogas para a Organização Mundial de Saúde, constrói um caso convincente contra aqueles que negam que a maconha provoca devastação no cérebro.

O cientista recusa veementemente as opiniões daqueles que dizem que a maconha é inofensiva: "Se a maconha não é viciante, então nem é a heroína ou álcool são", disse ele.


Aqueles que tentam parar de fumar maconha, muitas vezes, sofrem de ansiedade, insônia, distúrbios do apetite e depressão, segundo o estudo. Mesmo após o tratamento, menos da metade conseguiu ficar longe da droga durante seis meses.

O professor ainda salientou que, de acordo com os dados, seria impossível ter uma overdose fatal usando maconha, tornando-a menos perigosa do que outras drogas. Além disso, usar a Cannabis sativa durante a gravidez pode reduzir o peso do bebê e, ao longo prazo, aumentar os riscos de câncer, bronquite e ataque cardíaco.

Mas sua principal conclusão é que o uso regular, especialmente entre adolescentes, leva a problemas de saúde mental, de longo prazo e dependência.

"O ponto importante que eu estou tentando mostrar é que as pessoas podem entrar em dificuldades com o uso de Cannabis, particularmente se elas usam diariamente por longo período", disse ele. "Não há dúvida de que os usuários pesados ​​experimentam uma síndrome de abstinência semelhante aos usuários de álcool ou heroína”.

Mark Winstanley, comentou: “A maconha é erroneamente vista como uma droga segura, mas este novo estudo mostra que há uma ligação clara com a psicose e esquizofrenia, especialmente em adolescentes”. Além disso, segundo ele, fumar maconha é uma roleta russa, onde pode surgir sintomas de problemas mentais a qualquer momento.

No Reino Unido, Nick Clegg, líder de um dos partidos que é favorável a descriminalização da maconha, afirmou em uma conferência que as pessoas não devem ser presas se forem apanhadas com uma pequena quantidade da droga.

O estudo, publicado na revista Addiction, mostrou que existem uma ascensão na procura de tratamentos médicos para a chamada “síndrome de dependência de Cannabis”. O estudo também mostrou que não houve diminuição ou controle do uso da droga em países onde ela foi legalizada.

Fonte: Jornal Ciência

A primeira expedição do mundo a adentrar a Porta do Inferno no Turcomenistão



No ano passado, o explorador canadense George Kourounis tornou-se a primeira pessoa a sondar suas profundezas ardentes.

Em novembro de 2013, George Kourounis, em parceria com a National Geographic e a empresa de viagens Kensington Tours, tornou-se a primeira pessoa a chegar ao fundo da cratera, por todos os seus 70 metros de largura e 30 metros de profundidade, no deserto ao norte do Turcomenistão.

Apelidada de Porta do Inferno, a Cratera de Darvaza foi ‘criada’ há quatro décadas, quando uma sonda de perfuração Soviética desmoronou.


Os detalhes não são claros quanto ao que realmente aconteceu, mas acredita-se que os cientistas soviéticos incendiaram a plataforma para queimar os gases nocivos que foram liberados após o colapso, mas subestimaram a quantidade de gás natural que existia abaixo da superfície.



De acordo com a National Geographic, o Turcomenistão (ou Turquemenistão) tem a sexta maior reserva de gás natural do mundo, e este fator provavelmente levou à criação deste grande buraco de fogo no chão.

Além de ir a um lugar que ninguém nunca foi antes, a missão da Kourounis era coletar amostras de solo a partir do chão da cratera para determinar se a vida realmente pode sobreviver naquelas condições. Se sim, a pesquisa poderia ter grandes implicações na perspectiva de encontrar vida em condições extremamente duras, em outros planetas.

Para entrar na cratera, várias medidas foram tomadas. Além de 18 meses de preparação, há também um traje refletor de calor, equipamento de respiração autossuficiente, e uma cadeira de Kevlar antiderretimento, toda equipada. Ele chegou ao ponto de contratar um coordenador de dublês de Hollywood para treinar a andar próximo às chamas sem entrar em pânico e saber como contornar a situação com calma.



Korounis relatou para Nunez a sensação de entrar pela primeira vez na cratera que é um dos fenômenos naturais mais estranhos do mundo. “Quando você olha pela primeira vez a cratera, é como se ela tivesse saído de um filme de ficção científica. Você tem este vasto deserto com quase nada lá, e de repente surge esta cratera em chamas escancarada”, disse.

“O calor que ela emite é ardente, o brilho das faíscas que giram em torno do ar no local é simplesmente fantástico de se assistir, e quando você está a favor do vento, você recebe esta onda de calor que é tão intensa que você não pode sequer olhar diretamente para o vento. Você tem que proteger o seu rosto com a mão, ao ficar em pé na borda da cratera. Nessa hora eu pensei: ‘Ok, talvez eu tenha mordido além do que eu podia mastigar’", finalizou Korounis.



O pesquisador estava atrás de formas microbianas de vida, que pudessem sobreviver em um ambiente tão quente e riquíssimo em metano. Ele ainda ressaltou que mesmo que não tivesse encontrado nada, a expedição já seria enriquecedora.

Os cientistas conseguiram encontrar bactérias que vivem na parte inferior da cratera com adaptação incrível ao calor. Outro fator importante é que estas mesmas bactérias não foram encontradas ao redor da cratera ou nas proximidades, nem mesmo a uma certa distância.

Não existem pesquisas completas sobre a cratera e ninguém sabe informar, com exatidão, quantos anos mais ou décadas, ela continuará a queimar.

Fonte: Jornal Ciência

Impressionante: estátuas reais das vítimas do vulcão Vesúvio

Possivelmente no ano 79 dC um catástrofe natural devastou Pompeia e Herculano, duas cidades da Roma Antiga, localizadas hoje próximo a Nápoles, na Itália. Tremores de terra seguidos de uma grande erupção do vulcão Vesúvio provocaram uma intensa chuva de cinzas que sepultou completamente a cidade. Os abalos eram comuns daquela região e 17 anos antes da tragédia um terremoto grandioso destruiu quase totalmente a cidade. Felizmente, com esses abalos, muitas pessoas deixaram a região. Mas em 79 muitas pessoas ainda viviam em Pompeia e Herculano e estavam tentando reerguer a cidade.

Depois da devastação de 79 aquela região ficou completamente esquecida e somente no Sec. XVI parte da cidade foi descoberta, mas apenas em meados o Sec. XIX foram feitas escavações intencionais com profissionais preparados. No começo da exploração, descobriu-se que espaços vagos ocasionais nas camadas de cinzas apresentavam restos humanos. Os escavadores perceberam que aqueles eram espaços deixados por corpos decompostos, injetaram gesso nestes espaços e puderam recriar o formato das vítimas do Vesúvio. O resultado foi uma série de formas extremamente fiéis dos habitantes de Pompeia e Herculano incapazes de escapar, preservados em seu último instante de vida, alguns com uma expressão de terror claramente visível. A maioria destas pessoas morreu de asfixia devido à inalação das cinzas vulcânicas e do gás clorídrico. Muitos foram mortos pelo calor que se acredita ter alcançado 300° C.

Hoje a região é patrimônio mundial pela UNESCO. É uma das atrações turísticas mais populares da Itália, atingindo a marca de 2 milhões de visitantes por ano.

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Fonte: Wikipedia e História Viva